segunda-feira, 28 de julho de 2014

O CHAMADO



No momento em que começo escrever essas linhas, sinto-me inquieto, temoroso e até poderia dizer que me sinto indeciso. Não sei como começar e nem sei quando e como irei terminar essas linhas, mas uma coisa eu sei: EU ESCOLHI AMAR E SER AMADO.

Depois de muitas conversas, embates, desilusões e até decepções decidi iniciar uma campanha. Não se trata de algo que envolva compromisso, fidelidade ou sequer possuo a ambição e arrogância em querer provar algo ou de querer convencer alguém sobre algo que acredito.

Trata-se de uma necessidade de compartilhar, discutir e experimentar algo tão poderoso e profundo, mas que infelizmente temos tornado algo tão limitado e superficial: O AMOR.

Gostaria de não convida-lo, mas sim de convoca-lo para nas próximas semanas participar deste projeto comigo, seja comentando os textos, seja dando sugestões, opiniões ou até mesmo compartilhando experiências.

Como já dito, não sei até quando continuarei com esta campanha, mas uma coisa está decidido, todas as semanas, às segundas-feiras estarei postando um texto, cada semana sobre um tema diferente e quero convida-lo a participar da maneira que lhe for mais conveniente e interessante, mas antes disso preciso que você entenda sobre o quê, o porquê e com qual finalidade faremos essa campanha.

O que é o Eu Escolhi Amar? Nada mais é que um incentivador, uma pequena fagulha, que tem como principal objetivo levar as pessoas a entenderem e viverem o amor, não como algo pessoal, interpessoal e também não algo apenas relacional, mas sim como algo que deve ser vivido empiricamente, ou seja, através de experiências multiformes.

Por que eu devo fazer parte do Eu Escolhi Amar? Simplesmente porque constata-se cada vez mais que estamos perdendo a essência, o sentido do que é amar e ser amado. Vivemos dias em que diariamente nos enganos com paliativos, na expectativa que estes suprirão as nossas necessidades, quando na verdade constamos que nos falta algo para nos preencher. Vivemos tempos nos quais as pessoas se casam na busca de serem felizes, quando na verdade deveriam buscar serem felizes para se casarem.

Qual a finalidade? Poderia resumir no desafio de desconstruirmos um padrão que nos foi passado de pai para filho, para que possamos experimentar e criar o verdadeiro significado do amor em nossas vidas.

Entenda bem uma coisa, muitas vezes criamos conceitos falhos aos quais precisamos desconstruí-los para podermos realmente conhecermos a verdade e sermos libertos através dela.

Não há exemplo melhor do que C.S. Lewis dá em seu livro intitulado Milagres, no qual ele conta que uma criança com 10 anos de idade foi perguntar aos seus pais, que eram físicos sobre quem era Deus. Seus pais, embebecidos das suas cientificidades, responderam que Deus era uma substância química complexa. Sinceramente nos meus quase 30 anos, essa resposta não faz algum sentindo, então o que se dirá em relação a uma criança de 10 anos. Para aquela criança, uma substância química complexa era o pudim de tapioca, que seus pais tanto apreciavam em suas refeições. Pois bem, o problema é que aquela criança odiava com todas as suas forças o tal do pudim de tapioca, o que seus pais tanto gostavam, o que a fez passar toda a sua adolescência, juventude e o início da sua vida adulta, odiando, sem entender bem o porquê a figura de Deus.

Da mesma forma em nossas vidas, estou convicto de que criamos barreiras, mascaras, desculpas e estigmas que tem nos levado a viver algo distante do que é o AMOR.


Diante disso eu quero lhe intimar a permanecer juntos nesse desafio, dando-nos o direito de podermos dizer que NOS ESCOLHEMOS AMAR E SER AMADO.