Fui confrontado por uma falsa
verdade ou uma verdade falsa (se você preferir pode chamar de engano) que eu
vinha reproduzindo, a de que a vida é uma piada e precisamos aprender a dar
risada com ela.
Constatei em verdade que a vida é
algo através do qual devemos encontrar a felicidade e a alegria que tanto
buscamos. Acredito que existem momentos em que devemos chorar com os que choram
e se alegrar com os que se alegram, o que contradiz a ideia de que a vida é uma
piada pronta.
Há um tempo atrás decidi comprar
um Jasmim como um desafio e um reconhecimento que preciso aprender a cuidar e
tratar da grande peróla preciosa que me foi dada por Deus, a minha digníssima
esposa, Lorena.
Como vocês podem ver através da
foto, pode-se até pensar e concluir-se que fui fracassado nessa minha missão. A
planta hoje encontra-se quase em estado terminal. Ao retornar para casa hoje,
decidi passar pela quarta vez no lugar onde a comprei, para descobrir uma forma
de ressuscitá-la.
Ao conversar com a dona do local
e até compartilhar o motivo pelo qual adquiri tal planta, ela então me sugeriu,
aproveitando-se da minha analogia, que ao invés de me dar sugestões ou algo que
eu mesmo poderia fazer, que o melhor seria conversar pessoalmente com o especialista.
Isso porque o especialista não irá apenas dizer o que eu poderia fazer, mas sim
o que eu preciso fazer para restaurar e impedir a morte do Jasmim e o fracasso
total do meu projeto.
Conclui e reconfirmei então em
meu coração, que por mais que ouça vozes ao redor, que me oferecem “formulas de
bolo”, que tentam me dizer o que devo fazer ou como devo agir. Por mais simples
que pareça, a única opção que tenho é buscar o especialista, o qual vai me
direcionar ao que devo fazer e não às opções, desejos ou até mesmo
possibilidades que tenho diante de uma situação.
Chego até mesmo a concluir que o
meu fracasso em verdade é a minha grande vitória, minha grande redenção, pois
consigo aceitar o fato de que eu por mim mesmo jamais conseguirei alcançar o
bem que busco ou anseio encontrar.
Há alguns dias, mesmo decidindo
não me manifestar em comentários “facebookianos”, ao me deparar com um
comentário do tipo, “Se nem Jesus agradou a todos, como eu poderia agradar?”,
não vi outra opção a não ser não ficar calado.
Não posso falar em relação a quem
postou essa mensagem, mas confesso que eu já a utilizei em diversas
oportunidades como uma forma de me justificar ou de me iludir com o fato de que
não me achava capaz de ser perfeito como Jesus foi perfeito ou diante de situações
nas quais fui criticado ou julgado por decisões que tomei.
Isso acabou me gerando a
curiosidade de ver o significado da palavra agradar, a qual no latim, de
maneira bem simplista e superficial, pode ser expressado através da ideia de
ajudar ou através da ideia de amar.
Conclui então o que eu já sabia e
não tinha elementos para afirmar, o fato de por mais que se diga que Jesus não
ajudou a todos como todos queriam ser ajudados, Ele com certeza amou a todos.
Amor este que se manifestou de maneiras diferentes. O objetivo Dele sempre foi
dar o que deveria ser dado, não o de buscar fazer o que se esperava que fosse
feito.
Reconheço que muitas vezes
fracasso no meu objetivo de ajudar a todos, de fazer o que os outros esperaram
ou gostariam ou até mesmo de suprir certas expectativas, mas uma coisa eu sei,
aprendo através do exemplo do meu Mestre que jamais posso deixar de Amar, até
porque essa é a essência do evangelho.
Mais do que nunca descubro que
amar é uma decisão. E decidir é se manter firme no objetivo, sabendo que muitas
vezes somente o tempo, os frutos e as situações demonstrarão aquilo que
realmente sentimos e desejamos.
Jesus em sua caminhada, muitas
vezes respondeu perguntas com outras perguntas.
Para alguns disse que a fé deles era suficiente para cura-los. Para
outros que ansiavam por serem curados, simplesmente, ao invés de cura-lo, disse
que os seus pecados estavam sendo perdoados. Da mesma maneira entendo que por
vivermos experiências diferentes com pessoas diferentes, jamais teremos uma
forma única e concreta de se expressar o amor, mas sim precisamos respeitar a
maneira e a forma que tal sentimento irá se expressar e se revelar.
Assim sendo caberá aos frutos a
demonstração se a nossa decisão foi algo vindo de Deus ou se foi algo meramente
superficial ou se foi algo verdadeiro.
Assim sendo, mais uma vez me vejo
na situação de reafirmar a única decisão que entendo possuir: a de que eu
escolhi amar e ser amado.