sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Amar ou amar, eis a questão



Fui confrontado por uma falsa verdade ou uma verdade falsa (se você preferir pode chamar de engano) que eu vinha reproduzindo, a de que a vida é uma piada e precisamos aprender a dar risada com ela.

Constatei em verdade que a vida é algo através do qual devemos encontrar a felicidade e a alegria que tanto buscamos. Acredito que existem momentos em que devemos chorar com os que choram e se alegrar com os que se alegram, o que contradiz a ideia de que a vida é uma piada pronta.

Há um tempo atrás decidi comprar um Jasmim como um desafio e um reconhecimento que preciso aprender a cuidar e tratar da grande peróla preciosa que me foi dada por Deus, a minha digníssima esposa, Lorena. 

Como vocês podem ver através da foto, pode-se até pensar e concluir-se que fui fracassado nessa minha missão. A planta hoje encontra-se quase em estado terminal. Ao retornar para casa hoje, decidi passar pela quarta vez no lugar onde a comprei, para descobrir uma forma de ressuscitá-la. 

Ao conversar com a dona do local e até compartilhar o motivo pelo qual adquiri tal planta, ela então me sugeriu, aproveitando-se da minha analogia, que ao invés de me dar sugestões ou algo que eu mesmo poderia fazer, que o melhor seria conversar pessoalmente com o especialista. Isso porque o especialista não irá apenas dizer o que eu poderia fazer, mas sim o que eu preciso fazer para restaurar e impedir a morte do Jasmim e o fracasso total do meu projeto.

Conclui e reconfirmei então em meu coração, que por mais que ouça vozes ao redor, que me oferecem “formulas de bolo”, que tentam me dizer o que devo fazer ou como devo agir. Por mais simples que pareça, a única opção que tenho é buscar o especialista, o qual vai me direcionar ao que devo fazer e não às opções, desejos ou até mesmo possibilidades que tenho diante de uma situação.
Chego até mesmo a concluir que o meu fracasso em verdade é a minha grande vitória, minha grande redenção, pois consigo aceitar o fato de que eu por mim mesmo jamais conseguirei alcançar o bem que busco ou anseio encontrar.

Há alguns dias, mesmo decidindo não me manifestar em comentários “facebookianos”, ao me deparar com um comentário do tipo, “Se nem Jesus agradou a todos, como eu poderia agradar?”, não vi outra opção a não ser não ficar calado. 

Não posso falar em relação a quem postou essa mensagem, mas confesso que eu já a utilizei em diversas oportunidades como uma forma de me justificar ou de me iludir com o fato de que não me achava capaz de ser perfeito como Jesus foi perfeito ou diante de situações nas quais fui criticado ou julgado por decisões que tomei.

Isso acabou me gerando a curiosidade de ver o significado da palavra agradar, a qual no latim, de maneira bem simplista e superficial, pode ser expressado através da ideia de ajudar ou através da ideia de amar.
Conclui então o que eu já sabia e não tinha elementos para afirmar, o fato de por mais que se diga que Jesus não ajudou a todos como todos queriam ser ajudados, Ele com certeza amou a todos. Amor este que se manifestou de maneiras diferentes. O objetivo Dele sempre foi dar o que deveria ser dado, não o de buscar fazer o que se esperava que fosse feito.
Reconheço que muitas vezes fracasso no meu objetivo de ajudar a todos, de fazer o que os outros esperaram ou gostariam ou até mesmo de suprir certas expectativas, mas uma coisa eu sei, aprendo através do exemplo do meu Mestre que jamais posso deixar de Amar, até porque essa é a essência do evangelho.
Mais do que nunca descubro que amar é uma decisão. E decidir é se manter firme no objetivo, sabendo que muitas vezes somente o tempo, os frutos e as situações demonstrarão aquilo que realmente sentimos e desejamos.
Jesus em sua caminhada, muitas vezes respondeu perguntas com outras perguntas.  Para alguns disse que a fé deles era suficiente para cura-los. Para outros que ansiavam por serem curados, simplesmente, ao invés de cura-lo, disse que os seus pecados estavam sendo perdoados. Da mesma maneira entendo que por vivermos experiências diferentes com pessoas diferentes, jamais teremos uma forma única e concreta de se expressar o amor, mas sim precisamos respeitar a maneira e a forma que tal sentimento irá se expressar e se revelar.
Assim sendo caberá aos frutos a demonstração se a nossa decisão foi algo vindo de Deus ou se foi algo meramente superficial ou se foi algo verdadeiro.
Assim sendo, mais uma vez me vejo na situação de reafirmar a única decisão que entendo possuir: a de que eu escolhi amar e ser amado.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Faça um blogueiro feliz, faça um comentário: