Admito que não sou bom com
palavras. Muitas vezes necessito de dar longas voltas para tentasr explicar ou
expressar algo. O fato é que muitas vezes acabo sendo mal interpretado ou não
consigo fazer a pessoa ver aquilo que desejo.
Tem uma música de Cássia Eller,
que no seu refrão fala “Palavras apenas, palavras pequenas, palavras momentos,
palavras ao vento”, que nos dá a idéia de que palavras são palavras e isso é
uma verdade plena, já que as palavras por si só não possuem valor, elas
precisam de algo que lhes dê vida.
E de que maneira entendo isso? De
que nem sempre amamos com nossas palavras e nem sempre as palavras demonstram o
amor que existe em nos. Quando entendemos que amar é um verbo, passamos a lidar
com as situações ao nosso redor sabendo que só alcançaremos nosso objetivo, se
conseguirmos sermos plenos, sermos perfeitos na nossa maneira de agir e falar.
Já disse e repito que muitas
vezes não consigo ser claro como gostaria e por isso nada melhor do que usar um
exemplo de algo que passei recentemente.
Tenho um processo de um cliente,
no qual eu tive que tomar uma decisão, tive que decidir lutar por aquilo que
entendo ser o correto e usar todos os instrumentos possíveis, para alcançar o
fim que desejo ou decidir simplesmente utilizar da lei e apenas reproduzir o
que a lei, em regra, me disponibiliza como instrumento. Decidi utilizar todos
os meios possíveis e no final dessa semana, pude constatar que não será
possível conquistar o que tanto lutei.
Ou seja, em relação a nossa
decisão de amar, precisamos optar se iremos amar como entendemos que devemos
amar, ou se vamos decidir amar com todas as nossas forças e com todos nosso entendimento.
A minha atitude me fez alcançar
algo que tanto busco na minha profissão, o desejo de não ser um mero reprodutor
de normas, mas ser alguém que faz pelo cliente, o que eu desejo que fizessem
por mim e quando optamos por amar devemos nos basear nesse mesmo princípio, de
fazer pelo outro o que gostamos de receber.
Essa semana estive conversando
com uma amiga essa semana e ao dizer que esse era o ano do seu casamento, a
mesma disse que estava “descansada”. Foi aí que compartilhei essa minha
experiência e a alertei que mesmo sabendo o que ela queria dizer, chamei a sua
atenção para aquilo que eu como ouvinte tenho tendência a receber como uma
verdade. Falei até que eu como ouvinte poderia captar o que ela falou como se
ela tivesse “desencanado” da ideia de se casar, o que eu sei que não é uma
verdade.
Palavras são palavras e as
palavras, seja no quente ou seja no frio, produz efeitos diferentes e
precisamos aprender a usar as palavras, já que como acredito que amar é um
verbo, precisamos aprender a “conjugar” esse verbo.
Ou seja, precisamos aprender e
entender que amarmos e nos permitirmos ser amados, significa que as nossas
atitudes e ações precisam estar pautadas sobre esse fundamento.
Amo minha digníssima, linda e maravilhosa
esposa, mas o fato é que muitas vezes, por eu ser “reclamão” de mais, isso afeta
e impede que as minhas palavras e atitudes exalem o grande amor que nutro em
meu coração por ela e cada dia que passa constato que preciso mudar esse
quadro.
Decidamos então verbalizar esse
amor. Decidamos amar e ser amados através das nossas atitudes e ações.

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