Recentemente passei por duas
situações inusitadas no mesmo dia. Sai de casa um pouco atrasado e cheio de
coisas para resolver. Sai de casa então, peguei meu ônibus e por estar falando
no celular passei pela catraca. Logo após desligar o celular e abrir minha
carteira, vi que não tinha dinheiro. Falei então para o cobrador que não estava
com dinheiro e ele soltou a famosa frase: “Fazer o quê, né?”.
Desci então em um local que
pudesse sacar dinheiro e ao sacar, a máquina só permitia sacar R$50,00. Novo
desafio a vista, conseguir um ônibus que tivesse troco. Pego então outro
ônibus, cujo cobrador me disse que não tinha troco e me informou que
infelizmente eu teria que descer. Pego então o segundo ônibus e ele me pede
desculpas, pois não teria como aceitar o valor, já que tinha acabado de dar
troco para uma pessoa que também estava com R$50,00. Dessa vez, ele pelo menos
me permitiu ficar “transeirando”, até que ele conseguisse o troco ou até que
chegasse ao meu destino.
De repente então, uma senhora, me
vendo “transeirando”, mesmo estando todo de “doutorzinho”, se ofereceu então
para passar o seu cartão para que eu passasse pela catraca. Minha reposta foi
direta, clara e posso até afirmar que rispida: “Não!”.
Mas, em milésimos de segundos o
que era não foi trocado por um: “Sim, eu aceito!”. E o que me fez mudar minha
resposta? O fato de que tive a confirmação de que muitas vezes Deus quer me
presentear com seu amor, mas na maioria das vezes eu não aceito.
É óbvio que meu orgulho falou
mais alto em dizer não e ele continuo falando alto, até pela minha própria
atitude de me justificar perante a senhora no sentido de que estava
“transeirando” não porque não tinha dinheiro, mas porque o cobrador não tinha
troco.
O amor, como temos dito é algo objetivo,
é uma ação. Percebi naquele momento que deveria aceitar esse amor, que deveria
agir no sentido de receber aquela manifestação de amor para mim. O amor,
independe de valores, qualidades, gostos ou seja lá do que for.
Ontem ouvi de uma amiga, que ela
quer se casar, mas que ela é grata pela sua vida de solteira. O que ela falou é
algo que não pretendo e nem devo criticar, mas observo que não temos investido
em pessoas para que elas venham a receber esse amor, já que acredito que ante a
dificuldades de relacionamentos, muitos casamentos deixaram de existir.
Sou um testemunho vivo de alguém
que investiu em mim e hoje, posso aqui, publicamente afirmar que sei o que é
amor, pois graças a minha digníssima Lorena Ribeiro e pelo seu investimento,
aprendi o que é amor.
Escolha amar, escolha manifestar o amor na vida de alguém.

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