segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Escolhendo amar - "Transeirando" é que se descobre o amor

Recentemente passei por duas situações inusitadas no mesmo dia. Sai de casa um pouco atrasado e cheio de coisas para resolver. Sai de casa então, peguei meu ônibus e por estar falando no celular passei pela catraca. Logo após desligar o celular e abrir minha carteira, vi que não tinha dinheiro. Falei então para o cobrador que não estava com dinheiro e ele soltou a famosa frase: “Fazer o quê, né?”.

Desci então em um local que pudesse sacar dinheiro e ao sacar, a máquina só permitia sacar R$50,00. Novo desafio a vista, conseguir um ônibus que tivesse troco. Pego então outro ônibus, cujo cobrador me disse que não tinha troco e me informou que infelizmente eu teria que descer. Pego então o segundo ônibus e ele me pede desculpas, pois não teria como aceitar o valor, já que tinha acabado de dar troco para uma pessoa que também estava com R$50,00. Dessa vez, ele pelo menos me permitiu ficar “transeirando”, até que ele conseguisse o troco ou até que chegasse ao meu destino.

De repente então, uma senhora, me vendo “transeirando”, mesmo estando todo de “doutorzinho”, se ofereceu então para passar o seu cartão para que eu passasse pela catraca. Minha reposta foi direta, clara e posso até afirmar que rispida: “Não!”.

Mas, em milésimos de segundos o que era não foi trocado por um: “Sim, eu aceito!”. E o que me fez mudar minha resposta? O fato de que tive a confirmação de que muitas vezes Deus quer me presentear com seu amor, mas na maioria das vezes eu não aceito.

É óbvio que meu orgulho falou mais alto em dizer não e ele continuo falando alto, até pela minha própria atitude de me justificar perante a senhora no sentido de que estava “transeirando” não porque não tinha dinheiro, mas porque o cobrador não tinha troco.

O amor, como temos dito é algo objetivo, é uma ação. Percebi naquele momento que deveria aceitar esse amor, que deveria agir no sentido de receber aquela manifestação de amor para mim. O amor, independe de valores, qualidades, gostos ou seja lá do que for.

Ontem ouvi de uma amiga, que ela quer se casar, mas que ela é grata pela sua vida de solteira. O que ela falou é algo que não pretendo e nem devo criticar, mas observo que não temos investido em pessoas para que elas venham a receber esse amor, já que acredito que ante a dificuldades de relacionamentos, muitos casamentos deixaram de existir.

Sou um testemunho vivo de alguém que investiu em mim e hoje, posso aqui, publicamente afirmar que sei o que é amor, pois graças a minha digníssima Lorena Ribeiro e pelo seu investimento, aprendi o que é amor.


Escolha amar, escolha manifestar o amor na vida de alguém.

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