segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Amar é um verbo

Admito que não sou bom com palavras. Muitas vezes necessito de dar longas voltas para tentasr explicar ou expressar algo. O fato é que muitas vezes acabo sendo mal interpretado ou não consigo fazer a pessoa ver aquilo que desejo.


Tem uma música de Cássia Eller, que no seu refrão fala “Palavras apenas, palavras pequenas, palavras momentos, palavras ao vento”, que nos dá a idéia de que palavras são palavras e isso é uma verdade plena, já que as palavras por si só não possuem valor, elas precisam de algo que lhes dê vida.


E de que maneira entendo isso? De que nem sempre amamos com nossas palavras e nem sempre as palavras demonstram o amor que existe em nos. Quando entendemos que amar é um verbo, passamos a lidar com as situações ao nosso redor sabendo que só alcançaremos nosso objetivo, se conseguirmos sermos plenos, sermos perfeitos na nossa maneira de agir e falar.


Já disse e repito que muitas vezes não consigo ser claro como gostaria e por isso nada melhor do que usar um exemplo de algo que passei recentemente.


Tenho um processo de um cliente, no qual eu tive que tomar uma decisão, tive que decidir lutar por aquilo que entendo ser o correto e usar todos os instrumentos possíveis, para alcançar o fim que desejo ou decidir simplesmente utilizar da lei e apenas reproduzir o que a lei, em regra, me disponibiliza como instrumento. Decidi utilizar todos os meios possíveis e no final dessa semana, pude constatar que não será possível conquistar o que tanto lutei.


Ou seja, em relação a nossa decisão de amar, precisamos optar se iremos amar como entendemos que devemos amar, ou se vamos decidir amar com todas as nossas forças e com todos nosso entendimento.


A minha atitude me fez alcançar algo que tanto busco na minha profissão, o desejo de não ser um mero reprodutor de normas, mas ser alguém que faz pelo cliente, o que eu desejo que fizessem por mim e quando optamos por amar devemos nos basear nesse mesmo princípio, de fazer pelo outro o que gostamos de receber.


Essa semana estive conversando com uma amiga essa semana e ao dizer que esse era o ano do seu casamento, a mesma disse que estava “descansada”. Foi aí que compartilhei essa minha experiência e a alertei que mesmo sabendo o que ela queria dizer, chamei a sua atenção para aquilo que eu como ouvinte tenho tendência a receber como uma verdade. Falei até que eu como ouvinte poderia captar o que ela falou como se ela tivesse “desencanado” da ideia de se casar, o que eu sei que não é uma verdade.


Palavras são palavras e as palavras, seja no quente ou seja no frio, produz efeitos diferentes e precisamos aprender a usar as palavras, já que como acredito que amar é um verbo, precisamos aprender a “conjugar” esse verbo.


Ou seja, precisamos aprender e entender que amarmos e nos permitirmos ser amados, significa que as nossas atitudes e ações precisam estar pautadas sobre esse fundamento.


Amo minha digníssima, linda e maravilhosa esposa, mas o fato é que muitas vezes, por eu ser “reclamão” de mais, isso afeta e impede que as minhas palavras e atitudes exalem o grande amor que nutro em meu coração por ela e cada dia que passa constato que preciso mudar esse quadro.


Decidamos então verbalizar esse amor. Decidamos amar e ser amados através das nossas atitudes e ações.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Escolhendo amar - "Transeirando" é que se descobre o amor

Recentemente passei por duas situações inusitadas no mesmo dia. Sai de casa um pouco atrasado e cheio de coisas para resolver. Sai de casa então, peguei meu ônibus e por estar falando no celular passei pela catraca. Logo após desligar o celular e abrir minha carteira, vi que não tinha dinheiro. Falei então para o cobrador que não estava com dinheiro e ele soltou a famosa frase: “Fazer o quê, né?”.

Desci então em um local que pudesse sacar dinheiro e ao sacar, a máquina só permitia sacar R$50,00. Novo desafio a vista, conseguir um ônibus que tivesse troco. Pego então outro ônibus, cujo cobrador me disse que não tinha troco e me informou que infelizmente eu teria que descer. Pego então o segundo ônibus e ele me pede desculpas, pois não teria como aceitar o valor, já que tinha acabado de dar troco para uma pessoa que também estava com R$50,00. Dessa vez, ele pelo menos me permitiu ficar “transeirando”, até que ele conseguisse o troco ou até que chegasse ao meu destino.

De repente então, uma senhora, me vendo “transeirando”, mesmo estando todo de “doutorzinho”, se ofereceu então para passar o seu cartão para que eu passasse pela catraca. Minha reposta foi direta, clara e posso até afirmar que rispida: “Não!”.

Mas, em milésimos de segundos o que era não foi trocado por um: “Sim, eu aceito!”. E o que me fez mudar minha resposta? O fato de que tive a confirmação de que muitas vezes Deus quer me presentear com seu amor, mas na maioria das vezes eu não aceito.

É óbvio que meu orgulho falou mais alto em dizer não e ele continuo falando alto, até pela minha própria atitude de me justificar perante a senhora no sentido de que estava “transeirando” não porque não tinha dinheiro, mas porque o cobrador não tinha troco.

O amor, como temos dito é algo objetivo, é uma ação. Percebi naquele momento que deveria aceitar esse amor, que deveria agir no sentido de receber aquela manifestação de amor para mim. O amor, independe de valores, qualidades, gostos ou seja lá do que for.

Ontem ouvi de uma amiga, que ela quer se casar, mas que ela é grata pela sua vida de solteira. O que ela falou é algo que não pretendo e nem devo criticar, mas observo que não temos investido em pessoas para que elas venham a receber esse amor, já que acredito que ante a dificuldades de relacionamentos, muitos casamentos deixaram de existir.

Sou um testemunho vivo de alguém que investiu em mim e hoje, posso aqui, publicamente afirmar que sei o que é amor, pois graças a minha digníssima Lorena Ribeiro e pelo seu investimento, aprendi o que é amor.


Escolha amar, escolha manifestar o amor na vida de alguém.