Essa semana algo me fez refletir bastante. Quando estava
no ônibus, uma senhora com deficiência visual entrou no ônibus.
Ela parecia ser bem atrapalhada e provavelmente não devia estar habituada com sua deficiência.
Praticamente ela implorou ao motorista para
ajudá-la, parando em um lugar próximo do seu destino. Pedido aceito, e não estando
totalmente satisfeita, ela resolveu procurar saber se haveria
alguém ali que iria para um lugar próximo ao seu e pudesse acompanhá-la.
Silêncio total.
Na hora da sua parada, alguém até a ajudou a descer, porém
ao descer ficou estática em seu lugar, perguntando se havia alguém ao seu
redor, que ao menos pudesse ajudá-la a atravessar a rua.
Quando me deparei com a cena, algo me motivou a descer e ir
atrás dela e tentar ajuda-la, ao ver que ela já não estava mais no
mesmo lugar, percebi que o que parecia ser um grande fracasso, na verdade era
uma fagulha que almejava me redimir, me mostrando algo que acontece comigo e eu
não queria aceitar ou entender.
Na última semana falei sobre como o amor é algo divino e
sendo algo divino, não é algo que vem de nos, é algo que recebemos para ser
manifesto em nos.
Pois bem, aí entra um ponto extremamente importante, não se
trata de algo que conseguimos utilizar através de um controle remoto, em que
determinamos como o mesmo irá funcionar. Não, muito pelo contrário, trata-se de
algo muito grande para seres tão pequenos como nos.
Então, de que adianta recebemos algo que de tão grande não
saberemos usar?
Ao me questionar isso, vi uma criança recebendo um garfo e
faca para se alimentar. Logo de início, os talheres não representam nada, pois
a melhor opção é sempre comer com as próprias mãos, mas com o tempo,
insistência, ensino e com o exemplo dos seus pais, a criança passar a aprender
a funcionalidade e sobre como os talheres são de grande valia em sua
alimentação, poupando um grande esforço e trabalho para seus pais.
Somos como a senhora que era deficiente visual que encontrei
essa semana, precisamos de um guia, pois nossa cegueira nos impede, nos gera
medo, gera dilemas e dificuldades na nossa jornada e caminhada. E para amar ou nos permitimos viver nos tropeços e dificuldades ou nos permitimos ser guiados por aquele nos deu a capacidade de amar.
E como isso é prático em nossas vidas? De uma forma muito
estranha e peculiar, algo foi permitido em nosso meio, para que possamos
manifestar o tão grande amor que recebemos em nossas vidas: O PRÓXIMO.
Não se trata de um próximo tão próximo ou de um próximo que
não é próximo, se trata da irmandade que nos é dada como presente de sermos
feitos da mesma origem e qualidade (e não digo qualidade no sentido de
belezura, mas de funcionalidade e perfeição).
Deus de uma forma especial resolveu não somente nos permitir
viver e receber o amor, mas também criou meios, formas e maneiras para que esse
amor seja algo real em nosso meio.
Acredito e vivo um ensinamento de que assim como o ferro
afia o ferro, o homem, a criatura é afiada pelo seu companheiro, pelo seu
próximo (Pv 27:19), até porque como expus na semana passada, não temos como
amar a um Deus que não vemos, se não amamos o nosso próximo o que está a frente
dos nossos olhos (1 Jo 4:20), para que nele e por ele o amor venha a ser
manifestado em nos e através de nos.
Ferro com ferro, igual a faísca, igual a diferenças,
divergências, dificuldades e tantas outras questões. Quando se afia um ferro, o
objetivo é torna-lo em algo útil, algo perfeito. Da mesma forma, temos o nosso
próximo como alguém para através de pequenas manifestações, de pequenas
manifestações, gerar e exalar o tão grande amor que temos em nossa vidas.
Quero lhe fazer um desafio essa semana. Se você realmente
entendeu e quer viver esse amor, quero lhe desafio a manifestar esse amor com o
próximo, com seu irmão. Lhe desafio a fazer algo por alguém que você nunca
presentaria ou ajudaria. Quero lhe desafiar a dar um chocolate, um presente
(cuidado para não gerar más interpretações se for uma pessoa de outro sexo, mas
não permita que qualquer frescura, lhe impeça de exalar o amor, o qual não se
importa com gêneros ou religiosidades), servindo até mesmo dar um cobertor para
um morador de rua, ou até mesmo doando um pouco do seu tempo para conversar ou
ouvir alguém que você sempre vê e nunca falou.
De uma forma estranha decidi essa semana presentar meus
vizinhos. Já falei com eles algumas vezes, mas mesmos sendo meus vizinhos,
continuam sendo distantes de mim.
Se você decidiu ESCOLHER AMAR, decida então manifestar esse
grande amor, através de uma pequena atitude com nossos irmãos de “criação”.
Não deixe de compartilhar aqui a sua experiência, para que outros se sintam estimulados a fazer parte deste projeto.

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