segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Parte 2 - Aprendendo a usar a ferramenta do Amor

Essa semana algo me fez refletir bastante. Quando estava no ônibus, uma senhora com deficiência visual entrou no ônibus.

Ela parecia ser bem atrapalhada e provavelmente não devia estar habituada com sua deficiência.

Praticamente ela implorou ao motorista para ajudá-la, parando em um lugar próximo do seu destino. Pedido aceito, e não estando totalmente satisfeita, ela resolveu procurar saber se haveria alguém ali que iria para um lugar próximo ao seu e pudesse acompanhá-la. Silêncio total.

Na hora da sua parada, alguém até a ajudou a descer, porém ao descer ficou estática em seu lugar, perguntando se havia alguém ao seu redor, que ao menos pudesse ajudá-la a atravessar a rua.

Quando me deparei com a cena, algo me motivou a descer e ir atrás dela e tentar ajuda-la, ao ver que ela já não estava mais no mesmo lugar, percebi que o que parecia ser um grande fracasso, na verdade era uma fagulha que almejava me redimir, me mostrando algo que acontece comigo e eu não queria aceitar ou entender.

Na última semana falei sobre como o amor é algo divino e sendo algo divino, não é algo que vem de nos, é algo que recebemos para ser manifesto em nos.

Pois bem, aí entra um ponto extremamente importante, não se trata de algo que conseguimos utilizar através de um controle remoto, em que determinamos como o mesmo irá funcionar. Não, muito pelo contrário, trata-se de algo muito grande para seres tão pequenos como nos.

Então, de que adianta recebemos algo que de tão grande não saberemos usar?

Ao me questionar isso, vi uma criança recebendo um garfo e faca para se alimentar. Logo de início, os talheres não representam nada, pois a melhor opção é sempre comer com as próprias mãos, mas com o tempo, insistência, ensino e com o exemplo dos seus pais, a criança passar a aprender a funcionalidade e sobre como os talheres são de grande valia em sua alimentação, poupando um grande esforço e trabalho para seus pais.

Somos como a senhora que era deficiente visual que encontrei essa semana, precisamos de um guia, pois nossa cegueira nos impede, nos gera medo, gera dilemas e dificuldades na nossa jornada e caminhada. E para amar ou nos permitimos viver nos tropeços e dificuldades ou nos permitimos ser guiados por aquele nos deu a capacidade de amar.

E como isso é prático em nossas vidas? De uma forma muito estranha e peculiar, algo foi permitido em nosso meio, para que possamos manifestar o tão grande amor que recebemos em nossas vidas: O PRÓXIMO.

Não se trata de um próximo tão próximo ou de um próximo que não é próximo, se trata da irmandade que nos é dada como presente de sermos feitos da mesma origem e qualidade (e não digo qualidade no sentido de belezura, mas de funcionalidade e perfeição).

Deus de uma forma especial resolveu não somente nos permitir viver e receber o amor, mas também criou meios, formas e maneiras para que esse amor seja algo real em nosso meio.

Acredito e vivo um ensinamento de que assim como o ferro afia o ferro, o homem, a criatura é afiada pelo seu companheiro, pelo seu próximo (Pv 27:19), até porque como expus na semana passada, não temos como amar a um Deus que não vemos, se não amamos o nosso próximo o que está a frente dos nossos olhos (1 Jo 4:20), para que nele e por ele o amor venha a ser manifestado em nos e através de nos.

Ferro com ferro, igual a faísca, igual a diferenças, divergências, dificuldades e tantas outras questões. Quando se afia um ferro, o objetivo é torna-lo em algo útil, algo perfeito. Da mesma forma, temos o nosso próximo como alguém para através de pequenas manifestações, de pequenas manifestações, gerar e exalar o tão grande amor que temos em nossa vidas.

Quero lhe fazer um desafio essa semana. Se você realmente entendeu e quer viver esse amor, quero lhe desafio a manifestar esse amor com o próximo, com seu irmão. Lhe desafio a fazer algo por alguém que você nunca presentaria ou ajudaria. Quero lhe desafiar a dar um chocolate, um presente (cuidado para não gerar más interpretações se for uma pessoa de outro sexo, mas não permita que qualquer frescura, lhe impeça de exalar o amor, o qual não se importa com gêneros ou religiosidades), servindo até mesmo dar um cobertor para um morador de rua, ou até mesmo doando um pouco do seu tempo para conversar ou ouvir alguém que você sempre vê e nunca falou.

De uma forma estranha decidi essa semana presentar meus vizinhos. Já falei com eles algumas vezes, mas mesmos sendo meus vizinhos, continuam sendo distantes de mim.


Se você decidiu ESCOLHER AMAR, decida então manifestar esse grande amor, através de uma pequena atitude com nossos irmãos de “criação”.

Não deixe de compartilhar aqui a sua experiência, para que outros se sintam estimulados a fazer parte deste projeto.

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