domingo, 24 de agosto de 2014

Quem ama é quem ama

Na semana passada, lancei um desafio. Não sabia eu, que o desafio tinha o objetivo de me mostrar algo muito importante dentro dessa jornada do “Eu escolhi amar”, que eu resolvi trilhar, me mostrar que quem é que ama e quando se ama, não se deve criar expectativas ou esperar algum retorno.

Decidi dar um presente aos meus vizinhos e decidi dar aquilo que eu mais gosto de receber: um livro. Realmente me surpreendi pela surpresa que os meus tiveram ao receber o presente, mas me surpreendi mais ainda em perceber que a minha expectativa frustrada me fez constatar que existem coisas que precisam passar pela prova do tempo, para que seus frutos possam ser gerados.

Existe um proverbio popular que diz que quem ama, cuida. A verdade é que nem sempre quem ama é quem cuida. A própria ideia de cuidado, traz consigo expectativas e desejos, que nem sempre são ou podem ser cumpridos.

Passei por uma situação inusitada, fiquei com meu pai, parado, sem conversar, apenas assistindo televisão e de uma maneira inexplicável me senti amado e me senti dando amor, me fazendo inclusive perceber como Deus me ama, mesmo quando não percebo seu amor.

Recentemente li algo que soou de uma maneira bem forte em meu coração: “Devemos aprender a amar como Deus ama”. Parei para pensar nessa ideia e constatei que muitas vezes não senti a presença, o cuidado e algumas vezes cheguei até bradar requerendo uma resposta imediata a algum desejo meu, o fato é que Deus nunca deixou de me amar, independente do que eu tenha sentido, pensado ou achado.

O ponto crucial é que temos que parar de transformar algo objetivo, algo especifico e individual em algo subjetivo, algo ligado a um padrão, que não existe. Para isso entendi que preciso parar de esperar e preciso aprender a viver, a experimentar, a escolher viver esse amor que existe querendo eu ou não.

Outro dia estive no ônibus, ansioso e preocupado com algumas questões e de repente vi que precisava receber e usufruir do amor que estava disponível para mim, subitamente então me senti envolto por um abraço, algo que me fez sentir pleno e realizado.


Um tempo depois novamente fui tomado por ansiedades e preocupações e apartir disso vi que por mais que possamos receber e nos sentirmos plenos com o amor, isso não nos satisfaz eternamente, apenas supre uma necessidade momentânea, necessitando então que a todo momento fiquemos de braços abertos para recebermos sempre que necessário o amor que precisamos.

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